Cidades
Legistas se recusam a trabalhar na sede atual
Continua tensa a situação no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, o IML de Maceió, em decorrência da greve dos médicos legistas e agravada com a paralisação dos técnicos da Perícia Oficial. O Programa Brasil Mais Seguro, lançado em Alagoas na última quarta-feira, dia 27, não alterou a realidade de indignação e revolta das famílias, que continuam tendo que esperar até três dias para sepultar seus mortos. A sede do IML, no bairro do Prado, continua sendo considerada inviável pelos legistas, que reafirmam a decisão de só retornar quando o governo apresentar outro local para o trabalho pericial. ?O que falta agora é o governo dizer onde vamos trabalhar?, disse, ontem, o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Wellington Galvão. Enquanto isso não ocorre, dezenas de pessoas permanecem na porta do IML esperando a liberação de corpos de parentes. ?Estamos aqui desde a sexta-feira. Isso é um absurdo?, reclama a dona de casa Adorice Miranda Batista, de 59 anos. Ela é tia de Edson Cabral dos Santos, 35 anos, conhecido como Preto, que morreu na madrugada do dia 29. Segundo ela, o rapaz foi baleado enquanto tentava atravessar o trecho da BR-316, em frente ao campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).