Cidades
Necropsias s�o feitas no IML de Arapiraca
O Sindicato dos Médicos de Alagoas (SinMed/AL) estima que mais de 110 corpos de vítimas de morte violenta tenham sido sepultados sem o exame de necropsia nos 14 dias da greve dos legistas, iniciada no fim de junho. Para a Justiça, disse o presidente da entidade, Wellington Galvão, essas pessoas não morreram, já que não foi emitida a necessária Certidão de Óbito. Por isso, o sindicato entende como positiva a decisão da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) de transferir, temporariamente, para Arapiraca o serviço de necropsia de Maceió, viabilizando a suspensão da greve dos legistas. Segundo Galvão, a transferência foi sugerida pelos próprios legistas há mais de uma semana. ?Não há condições mínimas de trabalho no Estácio de Lima, por isso, até agora, os legistas não voltaram ao trabalho?, reafirmou Galvão. Ontem, o diretor do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, legista Luiz Mansur, confirmou a transferência do serviço de necropsia da capital para aquele município, que pela manhã já havia registrado a entrada de seis corpos. Ele contou que a direção do Hospital Sanatório, para onde inicialmente iria o IML Maceió, ?deu pra trás?, ou seja, descartou a parceria com o governo. A alegação, disse Luiz Mansur, é que o funcionamento da necropsia prejudicaria a rotina do hospital. Entretanto, ressalta o diretor do IML, os exames em vivos, como os de corpo de delito e de conjunção carnal, serão mesmo feitos no Sanatório.