Cidades
Entidades repensam modelo de abrigos para menor de rua
No município de Maceió existem 12 abrigos que dão assistência a menores em situação de risco. Mas na opinião da presidenta da Fundação Municipal de Apoio à Criança e ao Adolescente, Tereza Nelma Porto, a concepção dessa política de atendimento precisa ser reformulada. Esse é um dos objetivos do Seminário ?Abrigo e Abordagem de Rua?, que reuniu ontem várias instituições participantes da Rede Criança de Maceió. As principais críticas são ao fato de esses abrigos serem transformados em casas permanentes, fugindo do caráter estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de medida temporária e provisória. ?São necessários novos procedimentos que possibilitem uma melhoria de resultados?, defende Tereza. O seminário de ontem foi o primeiro de uma série de capacitação de dirigentes e conselheiros de entidades de menores, com o apoio do Unicef, cujo projeto foi aprovado recentemente. Sem muros Um dos depoimentos que mais empolgaram foi do pernambucano Silvino Nascimento, que há 20 anos mantém o abrigo ?Sem Muros? perto de uma favela, em Recife, num local onde todos passam dentro da instituição. O ambiente do abrigo tomou forma de lar, incluindo atividades externas de lazer e compromissos escolares formando o que muitos consideram o modelo ideal. Na opinião de Nascimento, para manter um modelo desses é necessário saber lidar com as leis, tirando o melhor proveito delas, e muitas vezes correr riscos para o bem-estar das crianças e adolescentes assistidos.