Cidades
Sem-terra seguem acampados no Incra
Representantes das 27 famílias do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) de Murici, que ocupam, há quase dois meses, a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Maceió, reuniram-se, ontem pela manhã, com a superintendente-adjunta do órgão, Alessandra Costa. Sem destino certo, as famílias montaram um verdadeiro acampamento no Incra, dificultando o funcionamento de alguns setores do órgão. O encontro foi para discutir a situação dos trabalhadores rurais sem-terra, que após o despejo da Praça Sinimbu, onde passaram cerca de 15 meses, acabaram sendo expulsos de um assentamento no município de Branquinha, para onde haviam sido levados, em maio deste ano. De acordo com o coordenador do MTL, o trabalhador rural Rafael Simão Carlos, a situação dos acampados é grave. Ele afirma que, durante o período de transições em acampamentos, as famílias não recebem nenhum tipo de assistência do Incra. ?Não temos assistência para alimentação, saúde e muito menos educação. Aqui no Incra, quando chove, alaga tudo, pois não tem para onde a água escoar?, disse.