Cidades
Caos nas maternidades leva gestantes a percorrer via-cr�cis
?Ser mãe é padecer no paraíso?. Quem nunca ouviu ou falou essa frase, cuja autoria parece ter se perdido no mundo das repetições? Mas esse falar, que define a dor e a delícia de gerar, dar à luz e cuidar de outro ser, parece ter ganho um complemento novo para gestantes de Maceió que procuram as maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e acabam descobrindo que, para ser mãe e padecer no paraíso, têm, primeiro, que passar pelo inferno. Maternidades fechadas; angústia e desespero em busca de atendimento na hora do parto; espera desconfortável em maternidades lotadas, numa hora em que parece ser impossível esperar. E a revolta suplantando o momento sublime de dar à luz um ser. Na Maternidade Santa Mônica ? cuja patrona é conhecida como a padroeira das mães aflitas ?, o retrato de caos não é novidade. É para lá que corre a maioria no momento de aflição. E, no começo da semana, esse caos se revelou em imagens chocantes: pelo menos 12 mães em trabalho de parto ou com bebês recém-nascidos acomodados em colchonetes mal forrados espalhados pelo chão, onde eram atendidos por abnegados profissionais, igualmente chocados com a situação.