Cidades
GREVE NA UFAL COMPLETA TR�S MESES E CAUSA PREJU�ZOS
A greve dos docentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) completou 90 dias, na última sexta-feira. Agravada pela greve dos técnicos administrativos, que ontem completou dois meses, a paralisação deixou um verdadeiro exército sem aulas ? cerca de 25 mil jovens, entre alunos de graduação e pós-graduação dos três campi ? em Maceió e no interior ? e dos cursos de Educação a Distância. Somam-se a eles ainda cerca de 1.500 professores e 1.400 técnicos-administrativos, os primeiros parados desde o dia 17 de maio, e os demais desde o dia 18 de junho. Dispersos, os jovens estudantes aproveitam como podem esse tempo livre. Alguns participando ativamente do movimento, outros colocando a leitura em dia ou adiantando trabalhos complexos, como os trabalhos de conclusão de curso (TCCs), dissertações e pesquisas. Há os que aproveitam o tempo para estudar para concursos e os que simplesmente cansaram de esperar e começaram novo curso em universidades particulares. É certo que a maioria entrou mesmo em clima de férias, aproveitando para ir à praia, ao cinema e às baladas com os amigos, porque ninguém é de ferro. Mas, entre todos eles, mesmo os que estão aproveitando o tempo livre para o lazer ou os que estão engajados no movimento, já há um sentimento revelado nas conversas ao vivo e em postagem nas redes sociais: a preocupação de que o prolongamento da greve possa comprometer o semestre letivo.