Cidades
Fiscaliza��o a�rea intensifica a��o do Ibama
Metros e metros de madeira, centenas de sacas de carvão estão amontoados na sede do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) em Alagoas. É o resultado da última fiscalização do órgão, feito em regiões cobertas pela Mata Atlântica. Entre oito pontos de desmatamento identificados em sobrevôo, pelo menos dois resultaram em multas pesadas e apreensão da madeira cortada: uma área de 4 hectares, na região entre Matriz de Camaragibe e São Luís do Quitunde, e outra de 2 hectares em Murici. Fiscalização aérea Esta é a primeira vez que o Ibama experimenta a fiscalização aérea da cobertura vegetal. A constatação, segundo Walt Silva, chefe da fiscalização, é que é muito mais econômico e mais eficiente. ?Uma vez detectados os pontos, a fiscalização já vai certa para autuar?, relata ele. Walt diz ainda que cada sobrevôo de duas horas gera demanda de trabalho para um mês. Pelos seus cálculos, para cobrir a área fiscalizada na operação aérea o órgão gastou aproximadamente R$ 2 mil. E o retorno é bem mais seguro. Na primeira autuação, na região de Matriz, a multa foi de R$ 6.500,00. ?Para cobrir a mesma área, por terra, o Ibama gasta entre 30 e 40 mil reais, o que acaba inviabilizando a ação?, diz ele. Além das dificuldades financeiras, ele alega também a falta de recursos humanos. O Ibama tem apenas 11 fiscais para a cobrir todo o Estado. A próxima operação ainda não foi marcada, mas só vai acontecer quando forem concluídos todas as demandas de trabalho geradas pela primeira. Para cobrir o Estado o Ibama vai tomar como base as cartas geográficas da Sudene, o que dará, em média, oito operações de fiscalização utilizando helicóptero.