Cidades
SEM SA�DA, USU�RIOS RECORREM A LOTA��ES
A funcionária pública Maruzia Reis só anda de táxi-lotação. Faz isso há pelo menos cinco anos. Mora na Ponta Verde e trabalha no Centro, e paga R$ 2,50 pela passagem, em situações normais. ?Esta semana me cobraram R$ 4,00, por causa da greve dos ônibus?, diz ela. O preço ?é um pouquinho mais caro que o ônibus?, admite ela, mas argumenta que chega mais rápido e tem a garantia de viajar sentada. ?Os ônibus são horrorosos, cheios demais e demoram muito a passar. Tem gente que gasta 40 minutos no ponto, e outro tempo para chegar ao destino. Isto na Ponta Verde. Imagine para quem mora em bairros mais distantes, como o Benedito Bentes?, diz ela. A passagem de ônibus estava sendo cobrada a R$ 2,30, mas passou a R$ 2,10, na semana passada, por força de decisão judicial, que contrariou os empresários. Coincidência ou não, os rodoviários deflagraram, na segunda-feira, uma greve que durou três dias e que em alguns momentos se confundiu com uma ?greve branca? dos empresários.