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Projeto ferrovi�rio volta � estaca zero

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A destruição causada pela fúria do Rio Mundaú durante uma das maiores enchentes já registradas em Alagoas, em junho de 2010, ainda está bem viva na memória da população ribeirinha que viveu um dos momento mais trágicos da história daquela região. A imagem dos trilhos arrancados e retorcidos pela força das águas impressiona até hoje. Se nos centros urbanos das cidades atingidas a paisagem de destroços e de casas arruinadas ficaram apenas na lembrança, na zona rural, por onde avançavam os trilhos da Transnordestina, a paisagem de destruição permanece a mesma. Em alguns pontos, às margens do Rio Mundaú, no município de Branquinha, os trilhos desaparecem completamente, ora afundam em brejos e alagados, ora flutuam sobre o vazio de crateras cavadas há dois anos pela água. Mais adiante, a estrada de ferro por onde trafegariam os trens de carga rumo ao Porto de Suape, no Recife, ganhou o formato de uma cerca. A força da água brincou com os trilhos e deixou os pesados dormentes como se estivessem de prontidão a vigiar a chegada de uma nova catástrofe natural. Caminhando sobre os trilhos, no sentido Branquinha/Murici, a equipe da Gazeta constatou o estado de completa degradação na Transnordestina em Alagoas.

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