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Corregedoria apura incidente envolvendo juiz e militares

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O Tribunal de Justiça vai apurar, através de sindicância instaurada pela Corregedoria de Justiça, o incidente que envolveu o juiz da Vara de Entorpecentes da Capital, Antônio José Bittencourt Araújo, filho do ex-desembargador José Agnaldo Araújo. Além do procedimento administrativo, o magistrado também poderá vir a responder à ação penal, caso fique comprovada a sua culpa no caso. Bittencourt foi preso na madrugada do último sábado na orla marítima ao ser flagrado fazendo disparo com uma pistola 380 da marca austríaca Glock. Abordado por uma guarnição da Polícia Militar, ele - que estaria embriagado - reagiu à prisão ?por estar fora de controle?, de acordo com policiais que efetuaram a prisão do magistrado. Após ser detido e algemado, o juiz foi levado à presença do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Fernando Lima Souza, que lavrou o flagrante. O magistrado foi liberado após pagar fiança de mil reais, valor estabelecido pelo desembargador. O TJ deverá apurar ainda porque o juiz estava portando uma arma registrada em nome de terceiros, conforme consta no Registro Nacional de Armas, pesquisado pela Polícia Federal. A arma está no nome de Alexandre José de Moura Lima. Em entrevista, o presidente do TJ afirmou que está aguardando o resultado dos exames de corpo de delito de todos as pessoas envolvidas, incluindo o próprio magistrado e os PMs, para anexar aos autos do processo. Antônio Bittencourt procurou ontem a Associação Alagoana de Magistrados (Almagis) para dar sua versão sobre o caso. Ele contou que ao sair de um restaurante na Pajuçara, por volta das 4h30, constatou que dois indivíduos vieram em sua direção. Ao perceber que se tratava de um possível assalto, sacou sua pistola deflagrando um tiro para o alto na tentativa de intimidar os dois supostos assaltantes, que fugiram do local. Em seguida, chegou uma viatura da PM, quando o juiz se identificou o narrou o ocorrido. No caminho de casa, Bittencourt disse que foi abordado por duas viaturas, que lhe deu voz de prisão. ?Ele afirmou que os bandidos que tentaram me assaltar estavam soltos, mas as guarnições foram omissas e não fizeram nenhuma ronda para procurá-los. Eles me retiraram do carro à força?, completou. O comandante da PM, Ronaldo Santos, não vai instaurar sindicância para apurar o caso. ?Não há indícios de fato anormal?, afirmou o comandante, acrescentando que os PMs agiram de forma correta porque o juiz estava embriagado e teria reagido à prisão.

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