Cidades
Greve nos bancos gera transtornos
?Eu moro no bairro Mutange. Não sabia de nada sobre a greve. Chego aqui e vejo as portas fechadas. Estou muito triste com isso, porque não vou poder imprimir e pagar o boleto do meu cartão. Serei prejudicada por causa dos juros?, disse a aposentada Francisca de França, 40 anos, cliente do Banco Santander, no primeiro dia da greve nacional dos brancos públicos e privados. Até ontem, segundo o Sindicato dos Bancários, 92% dos bancos da capital haviam aderido à greve. Em todo o Estado, esse número seria de 69,2%. A greve é por tempo indeterminado. Alagoas conta com 160 agências bancárias ? 60 delas só em Maceió. A fatura do cartão de crédito da aposentada Francisca de França venceu ontem e ela precisava, ?urgentemente?, pagá-la, com medo de ter que arcar com as cobranças dos juros. ?Se eu não pago no dia, os juros ficam correndo e eu não tenho dinheiro. Como eu faço? Vou ter que esperar essa greve terminar??, questiona. Tudo indica que sim. O presidente do Sindicato dos Bancários, Jairo França, alegou que ainda não houve nenhuma posição da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre uma proposta superior aos 6% de reajuste salarial apresentada pela entidade e negada, de imediato, pela categoria. Os bancários pleiteiam um aumento de 10,25% no salário, além de piso salarial de R$ 2.416,38; PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos; Plano de Cargos e Salários para todos os bancários; elevação para R$ 622 dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição; mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade; fim das metas abusivas e combate ao assédio moral; e mais segurança.