Cidades
Professores se recusam a retomar atividades
Arapiraca ? Após seis meses de greve devido à falta de segurança no campus da Ufal em Arapiraca, estudantes, professores e técnicos continuam irredutíveis. O reitor da universidade, Eurico Lôbo, esteve ontem em Arapiraca para tentar convencer a comunidade acadêmica a retornar as atividades, mas por 134 votos contra 77, as categorias decidiram pela continuidade da paralisação por tempo indeterminado. ?A gente quer voltar para o campus. Ninguém aguenta mais essa situação que já completa 178 dias [ontem]. Mas, para que a gente volte, é preciso que seja garantido um mínimo de segurança?, declarou o professor Cícero Adriano. Ele, com um grupo de professores, apresentou uma contraproposta para o termo de compromisso assinado pelo reitor Eurico Lôbo e governador Teotonio Vilela Filho na sexta-feira da semana passada. O termo de compromisso prevê a desativação do Presídio Desembargador Luis de Oliveira Souza ? pivô da crise no campus Arapiraca devido às fugas de presos ? assim que a construção do novo presídio, no município de Craíbas, seja concluída. Estabelece também a construção de um muro em volta da unidade prisional, intensificação das rondas policiais e também portaria proibindo os agentes penitenciários de atirarem na direção do campus, em caso de fuga.