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Corpos custam a ser liberados

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A situação no Instituto Médico Legal (IML) continua caótica, mesmo com a decisão liminar do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho, que determinou, em caráter liminar, a liberação dos cadáveres para sepultamento, sem a realização da devida necropsia e emissão do atestado de óbito. Sem emprego, em situação de extrema pobreza e com 8 filhos para criar, a dona de casa Maria Cícera da Conceição já veio quatro vezes, de União dos Palmares, para tentar pegar o atestado de óbito do marido, que morreu num acidente de carro, no dia 16, e foi sepultado no dia 18. Sem dinheiro, tem contado com a caridade dos vizinhos, que fazem cotas para garantir a passagem. Entre outras coisas, o atestado é documento essencial para que dê entrada no seguro de vida por acidente de trânsito. Ontem, a informação de que o documento não sairia por causa da greve fez com que ela desabasse num choro silencioso.

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