Cidades
INVESTIGA��O DE CRIME � PREJUDICADA
Exames para constatar denúncias de violência sexual também deixaram de ser feitos. O filho de Karine Ferreira sofreu um violência sexual no dia 15 de setembro, e ela recorreu à Defensoria Pública, ao Conselho Tutelar e à Justiça para realizar o corpo de delito. Mas o exame que pode atestar a conjunção carnal só aconteceu mesmo após o fim da greve. O defensor público Luiz Otávio Carvalho de Lima aponta que o caso pode ficar sem solução por causa de uma coisa chamada, em latim, periculum in mora; no português, ?perigo da demora?. Depois de tanto tempo (onze dias), o exame pode não constatar mais nada. E quem fez a denúncia que arque com as consequências pela falta de provas e de punição aos culpados. ?Já fui ameaçada de morte por causa disso, o meu filho também, e a polícia, os órgãos, não fazem o que a gente gostaria que fosse feito?, revela Karine. E assim caminha o Estado modelo do Programa Brasil Mais Seguro, implantado há mais de três meses pelo governo federal com a promessa de priorizar a estruturação da Perícia Oficial para combater a impunidade e reduzir os índices de violência em Alagoas. Na pomposa solenidade de lançamento do plano nacional em Maceió, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e o governador Teotônio Vilela Filho anunciavam investimentos da ordem de R$ 90 milhões. Resta saber quanto deste dinheiro vai para o IML ou para a indenização de famílias ultrajadas. ?