Cidades
EXUMA��ES DEPENDEM DE T�RMINO DE OBRA
O diretor administrativo do IML é um sargento reformado da Polícia Militar. No dia seguinte ao fim da greve (quarta), o sargento Olivan Mendes não queria dar entrevista, mas conversou um pouco com a reportagem da Gazeta, nos corredores do órgão, e deixou escapar um pouco do que pensa a respeito do caos instalado com a paralisação. ?Estamos alheios à situação, em cima do muro, vivendo na angústia, percebendo que o serviço está acumulando?. Por causa da primeira greve dos médicos, ocorrida de 21 de junho a 10 de julho, o Estado terá de realizar 124 exumações de cadáveres que foram liberados do IML de Maceió apenas com um papel chamado Guia de Sepultamento. Da segunda greve, entre os dias 21 e 25 de setembro, acumularam-se mais 28 casos para exumação. Juntando-se com os 29 mortos enterrados sem os exames e a Declaração de Óbito (D.O.), chega-se ao emblemático número 181. Para começar a desenterrar as infelizes vítimas, o Estado depende da construção improvisada de uma área nos fundos do IML, onde funciona o antigo CCBi, hoje Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Serão erguidos uns biombos para fazer a necropsia dos cadáveres putrefatos ao ar livre, já que o IML não dispõe de estrutura para isso.