Cidades
Servidores da Uneal cobram melhorias
Servidores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) realizaram, ontem pela manhã, um protesto no Centro de Maceió. Em greve há cerca de dois meses, professores e técnicos reivindicam condições de funcionamento para a instituição, que tem, atualmente, cerca de 6 mil estudantes matriculados em 15 cursos, nos seis campi que funcionam em Maceió e municípios do interior. ?Para os professores, a questão não é salarial?, destaca Reinaldo Sousa, diretor e professor do Campus União dos Palmares. O que falta, mesmo, segundo ele, é custeio e estrutura. ?A universidade estadual dispõe de apenas R$ 205 mil mensais para custear todos os seis polos. Esse valor não é nem o que se gasta com um único curso na federal (Ufal)?, destaca ele. Além disso, lembra o professor, a Uneal só tem sede própria em São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema, funcionando em estruturas precárias, cedidas pelo Estado ou municípios, em Maceió, Arapiraca e União dos Palmares. Wellington Chaves, professor do Campus Santana do Ipanema e atualmente respondendo pela pró-reitoria da universidade, destaca, também, a enorme carência de professores como um dos fatores que mais têm prejudicado os alunos e o funcionamento da escola. Segundo ele, a Uneal tem 199 professores efetivos e uma carência imediata de 290, incluindo os cursos de pós-graduação. Só em União, segundo ele, tem 25 disciplinas sem professor.