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Mudan�a fiscal n�o reduz pre�o do frango no Estado

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O governo do Estado alterou o regulamento do ICMS cobrado aos produtores de frango, reduzindo o imposto para incentivar a produção em Alagoas, que importa metade do consumo de Estados como Pernambuco e Minas Gerais. No ano passado, dos 23 milhões de aves consumidas pelos alagoanos, apenas 12 milhões e 500 mil foram produzidas aqui. A redução não atinge atacadistas e abatedouros, conseqüentemente, os consumidores continuarão pagando mais caro pela carne da ave, que sobe de preço com a alta do dólar, por elevar os custos de produção, regulada pelas sacas de milho e soja, componentes da ração. Segundo o representante dos avicultores, Severino Dias, a elevada importação tem prejudicado os produtores alagoanos, porque a mercadoria de fora chega ao mercado alagoano por um preço mais baixo. ?É um produto de segunda categoria que eles não vendem no próprio Estado e jogam para Alagoas com um valor lá embaixo, fazendo com que o nosso produto sobre no mercado?, reclamou Severino. Enquanto este ano a saca de milho já foi reajustada em 84% e a de soja em 128%, o quilo do frango só subiu 5% no período. Com a mudança do ICMS, os produtores repassam o quilo aos atacadistas por R$ 1,70, que compram as aves para repassar aos abatedouros. ?A cabeça do frango é R$ 2,00, calculamos 17% recolhidos na nota de impostos e não dá para baixar o preço no atacadista que sai por R$ 2,10?, diz a atacadista Giselda das Neves. Nessa escalada, o consumidor paga hoje R$ 2,70 pelo quilo de carne de frango, que há um mês custava R$ 2,50, segundo o comerciante Manoel do Nascimento.

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