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TAMBORES REFLETEM A CONSCI�NCIA NEGRA

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O batuque reverbera o transe e liberta sentimentos abafados pelo preconceito, pela perseguição e por episódios brutais como o Quebra de 1912, quando houve a destruição de todos os terreiros de Maceió, com o massacre, morte e espancamento de frequentadores das chamadas Casas de Xangô. Um século depois, grupos de várias idades se reúnem em torno dos tambores para refletir sobre a importância da consciência negra. O coletivo AfroCaeté é um dos deles. Situado no bairro histórico de Jaraguá, o objetivo do grupo de percussão formado atualmente por 40 integrantes é batucar e realizar ações que vão além desse batuque, como por exemplo a difusão da cultura afrobrasileira. ?Temos atividades o ano inteiro, incluindo dança afro, oficinas e eventos dentro e fora da nossa sede. Nossa base é o maracatu, mas temos cursos de capoeira de Angola e outros ligados à cultura afro?, explica o antropólogo e batuqueiro Christiano Barros. Para o coletivo, o batuque é um mote para agregar pessoas em torno da cultura popular e da consciência negra. Como meta, o grupo atua em ações de ?integração de centros de produção cultural da periferia com casas de axé?, que praticam candomblé e umbanda. ?A gente vinha sentindo necessidade de se aproximar das casas de axé, que são os verdadeiros centros de cultura afrobrasileira?, diz Christiano.

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