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Professores de acampamentos cobram sal�rios

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Estudantes e pais de alunos de quatro acampamentos sem-terra espalhados pelos municípios de Murici, Messias e Olho d?Água das Flores organizaram, juntamente com professores das localidades, uma estrutura similar a uma sala de aula em frente à sede administrativa da Secretaria de Estado da Educação (SEE), no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa), na manhã de ontem. O ato é um protesto contra o não repasse da verba destinada ao Projeto Escola Itinerante, que oferece ensino à população dos acampamentos. A falta do repasse tem comprometido o pagamento do salário de cinco professores, que não recebem há oito meses. Também tem afetado o ensino, já que falta material escolar. ?Estamos reivindicando nosso salário, porque estamos sem receber, mas as escolas continuam funcionando com a ajuda da comunidade?, disse a professora Edicleide da Rocha, responsável pelo ensino no acampamento Mumbuca. No dia 23 de março deste ano houve uma assembleia com a participação de representantes da secretaria e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) para discutir a renovação do convênio. Na oportunidade, a secretária adjunta de Educação, Rosicleide Maria Pereira de Moura, teria garantido que até o dia 30 do mesmo mês, a situação seria normalizada. Porém, até hoje nada foi feito.

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