Cidades
CONSELHOS VIVEM ABANDONO
As dificuldades são inúmeras. Vão do policial e do jornalista desinformados que insistem em se referir à criança e ao adolescente como ?o menor?, ao descaso do poder público, inoperante na garantia dos direitos básicos. Passam pela absoluta falta de estrutura física e de condições de trabalho, e desembocam no esfacelamento do núcleo familiar. Em meio ao desmantelo social, os Conselhos Tutelares lutam para cumprir o papel para o qual foram criados: zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, estabelecidos na Lei 8.069 de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em Alagoas, as ocorrências de crimes contra crianças e adolescentes vêm aumentando. Em 2010, o número de atendimentos passou de 40 mil. No ano passado, foram mais de 43 mil ocorrências. Em 2012, até o final do ano serão mais de 45 mil atendimentos. A demanda aumenta ao passo que diminuem as condições de trabalho para os conselheiros. Em Maceió, dos cinco Conselhos Tutelares existentes, apenas os das regiões 2 e 5 estão instalados em prédios que oferecem condições básicas de trabalho. Nos demais, os problemas vão de banheiro quebrado à falta de computadores para redigir os encaminhamentos e ofícios.