Cidades
Rodovi�rios param em protesto
A família do motorista Josecler dos Santos Galvão, 45 anos, assassinado no fim da manhã da quinta-feira, 29, parece não acreditar na tragédia que enfrenta. Os irmãos, a esposa e os dois filhos estão inconsoláveis com a morte repentina do profissional, tido como um homem tranquilo, brincalhão e amigo. ?Eles estão em choque, não conseguem acreditar no que aconteceu?, afirma o taxista Cícero Silva, 40, amigo da família do rodoviário morto. Também rodoviário, mas afastado dessa atividade, Cícero estava ontem no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, aguardando a liberação do corpo de Josecler Galvão. A autópsia foi feita à tarde, no Serviço de Verificação de Óbito (SVO), o que retardou o sepultamento do motorista da empresa São Francisco. Mais uma vítima da violência urbana, Josecler será sepultado hoje, às 9h, no município de Messias, a 36 quilômetros da capital. Um dia antes de ser morto, o motorista Josecler Galvão sofrera um assalto, o que levou seus familiares a pedir que não voltasse ao trabalho na quinta-feira. ?Ele entraria de férias amanhã, dia 1º (hoje)?, disse o taxista Cícero Silva, amigo de Josecler, assassinado por um dos dois homens que invadiram o ônibus da empresa São Francisco, que faz a linha Rio Novo/Centro, supostamente por ter tentado impedir o assalto ao coletivo.