Cidades
Alagoanos eram v�timas de regime escravo
Uma operação conjunta da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal (PF) resgatou, na madrugada de ontem, 29 trabalhadores alagoanos arregimentados de forma clandestina para trabalhar no corte da cana, em uma usina localizada no município de Colônia Leopoldina. De acordo com o procurador regional do Trabalho, Rodrigo Alencar, os relatos colhidos dos trabalhadores e as condições flagradas pela fiscalização indicam situação degradante que configura trabalho escravo, de acordo com o artigo 149, do Código Penal. ?Nenhum trabalhador tinha carteira assinada e havia, no grupo, uma jovem gestante e um adolescente de 16 anos, todos arregimentados para atuar no corte da cana, que é uma atividade proibida para menores de 18 anos?, disse o procurador. Além disso, segundo ele, ao serem ouvidos, na sede da Polícia Federal, para onde foram levados após o resgate, os trabalhadores contaram que não recebem nem água para beber e quando acaba a que eles levam de casa, são obrigados a recorrer à água de um riacho. Eles não foram submetidos a nenhum tipo de exame médico de admissão; a maioria não tem, sequer, carteira de trabalho; e não dispõem, no canavial, de um local fechado para fazer as necessidades fisiológicas e nem de um abrigo para as refeições, como é obrigatório para esse tipo de atividade.