Cidades
M�dicos pedem demiss�o e atendimento deve ser prejudicado
A situação da saúde pública do Estado pode se complicar neste fim de ano. Além do indicativo de greve dos médicos para a próxima terça-feira, quinze profissionais contratados por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para atuar nas unidades de terapia intensiva (UTIs) dos hospitais-escola Hélvio Auto e Santa Mônica, pertencentes à rede de atendimento da Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal), entregaram carta de demissão coletiva. Eles reivindicam a incorporação aos salários de uma gratificação que é paga aos profissionais efetivos que prestam o mesmo tipo de serviço, e prometem se desligar, todos de uma só vez, após o cumprimento de um mês de aviso prévio, se nesse prazo o Estado não atender ao pleito. E se houver esse desligamento, o funcionamento da UTI nessas duas unidades fica inviabilizado, alerta a reitora da Uncisal, Rosangela Wyszowirska. Só do Hospital Hélvio Alto, são sete profissionais que pediram demissão, segundo informou a diretora Luciana Pacheco. Os outros são da Maternidade Santa Mônica. ?Todos os profissionais da nossa UTI e da Pediatria são contratados via PSS. Não tem nenhum efetivo. E no Serviço de Atendimento Especializado são 70%. Não tem como funcionar se eles saírem?, destaca Luciana Pacheco.