Cidades
Sem-teto resistem a despejo
Porto de Pedras ? Choros, gritos, desmaios e o mandado de reintegração de posse do Sítio São João, povoado Curtume, em Porto de Pedras, não foi cumprido ontem por falta de efetivo da Polícia Militar (PM). Oficiais do Centro de Gerenciamento de Crises apostavam na saída pacífica das 76 famílias sem-teto. Isso porque havia um acordo, neste sentido, firmado pelas lideranças do Movimento Unidos pela Terra (MUPT). Mas, os invasores alegaram que foram traídos por seus representantes e resistiram à ordem de despejo. Pelo acordo firmado perante a Justiça, o proprietário concederia 35 cestas básicas aos invasores em troca da saída deles, dentre outros exigências. ?Não queremos comida, queremos casa para morar. Nós fomos traídos pelo Zeca Bernardo e a senhora Dilma (lideranças), que fizeram esse acordo pelas nossas costas e sumiram da cidade?, lamentou Luciano dos Santos, acampado no Sítio São João. De acordo com a oficiala de Justiça, Daniela Lins Calheiros, uma nova data para o cumprimento do mandado de reintegração será marcada pelo Comando Geral da PM, desta vez com o efetivo necessário. Ontem, apenas 10 policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) foram mobilizados. O mandado foi expedido pelo juiz da Comarca de Porto de Pedras, Francisco Portugal, em julho de 2012, ofertando prazo de 10 dias para a saída voluntária, o que acabou não acontecendo.