Cidades
Popula��o fica sem atendimento
Mesmo considerada ilegal, os médicos mantiveram a paralisação, iniciada na noite da última segunda-feira. A consequência da greve resultou no fechamento de todos os miniprontos-socorros e ambulatórios públicos de Alagoas, durante todo o dia de ontem. A expectativa é de que cerca de 1.300 médicos cruzem os braços. O Hemocentro de Alagoas (Hemoal) também aderiu à manifestação. No Hospital Geral do Estado (HGE), apenas as alas vermelha e amarela mantiveram o funcionamento. ?Temos um salário deflagrado de R$ 1.600, enquanto em Pernambuco o mesmo profissional recebe mais de R$ 5 mil?, informou o presidente do Sinmed. Uma nova assembleia para discutir os indicativos de greve irá acontecer, na próxima segunda-feira à noite. Enquanto o Sindicato dos Médicos mostrava-se irredutível quanto à decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas, o casal Izaquiel Santana dos Santos e Rosemary Lima dos Santos lutava para conseguir uma pediatra para cuidar da filha, de 8 meses. A menina acabara de se recuperar de uma meningite. Vindo de Maribondo, nas primeiras horas da manhã, para o Ambulatório 24 horas Noélia Lessa, na Levada, o casal se desespera. ??Minha filha teve meningite há um mês. Estamos nos sentido péssimos. Gastamos passagens, perdi serviço e a bebê não foi atendida?, desabafou o pai.