Cidades
Moradores enfrentam dificuldades com a falta d�gua
A rotina das comunidades em alguns municípios da região Metropolitana de Maceió nunca foi fácil em se tratando do abastecimento de água. Com frequência, o dito precioso líquido costuma sumir das torneiras, principalmente nos bairros da periferia. Mas, com a estiagem, apontada pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) como causa do racionamento imposto aos consumidores de Maceió e municípios vizinhos, a situação desses consumidores se tornou mais difícil. Em cidades como Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco, a seca submete cerca de 28 mil habitantes ao racionamento. Nessas localidades, as queixas contra as deficiências no abastecimento de água só estão aumentando. No bairro Alto do Cemitério, em Santa Luzia, as famílias se revezam na madrugada, diante de uma torneira, para encher baldes, bacias e tonéis. ?Tem três dias que não chega uma gota?, reclama a dona de casa Telma Bispo Gomes, 50, moradora do local. Na manhã da última quarta-feira, ela trouxe uma bacia de pratos para lavar na porta da casa da amiga Maria do Carmo dos Santos, 38, única da Rua Tiradentes onde tem chegado água nas últimas semanas. ?O que não falha nunca é a conta da Casal?, ironiza Telma, exibindo o recibo de cobrança da Companhia de Saneamento de Alagoas.