Cidades
Congresso discute em Macei� tend�ncias do setor saboeiro
O 20º Congresso das Indústrias Saboeiras e Afins (Abisa 2002), aberto no último domingo, no Hotel Jatiúca, em Maceió, prossegue até amanhã, com participação de mais de 300 representantes de indústrias ligadas à produção dos mais variados tipos de sabão, reunindo ainda especialistas de países da América Latina com a finalidade ainda de discutir as perspectivas e potencialidades de crescimento do setor saboeiro em todo o País. Segundo explica Luiz Alberto Bozzolo, da comissão organizadora do congresso, estão em Maceió os maiores especialistas em indústria saboeira e responsáveis ainda pela confecção dos mais variados produtos de limpeza. Ele explicou ainda que o mercado saboeiro, apesar da retração econômica no plano nacional, vem crescendo a cada mês. ?O consumo do tradicional sabão em pedra é crescente sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, onde uma pequena parcela da população não utiliza a máquina de lavar?, afirma. Estabilidade Em outras regiões do País, sobretudo o Sul e Sudeste, o mercado apresenta crescimento de outras linhas de sabão, fabricado em forma líquida ou em pó. ?O mercado está estável há pelo menos cinco anos e, quando varia, atende principalmente a mudanças de hábitos de consumo. Durante o apagão imposto pelo governo, houve crescimento nas vendas de sabão em pedra para lavagem de roupa da forma tradicional. Com o fim do racionamento, a situação se inverteu e outras linhas de produto voltaram a cair no gosto da população?, ressalta. Depois de discussões, ontem pela manhã, sobre o mercado brasileiro e suas constantes mudanças, os participantes do congresso participam, hoje, a partir das 8h30, da palestra sobre o panorama do mercado latino-americano com foco em limpeza caseira e que será proferida por Márcia Marcondes. Além de discutirem outros temas, os participantes do evento também farão uma visita à fábrica da Braskem, a partir das 14h30. O congresso termina amanhã, com discussão sobre a utilização de matérias-primas naturais brasileiras para superar a crise cambial nos custos das empresas produtoras de domissanitários.