Cidades
Popula��o ainda est� em choque ap�s explos�o
O dia seguinte à explosão que matou uma pessoa, feriu várias e causou destruição no prédio da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), localizada no topo da Ladeira dos Martírios, ainda foi de muita perplexidade e confusão, ontem. Na rua, uma procissão de curiosos passava lentamente, desde cedo, constatando o que viu pelos noticiários e congestionando o trânsito. No asfalto, nas calçadas dos prédios e nos arredores da Deic, estilhaços de vidros mostravam a dimensão do impacto. Do alto de alguns prédios, a imagem de telhados destruídos e, por todo o lado, cada um com sua história, compondo o cenário coadjuvante da tragédia. Aparecido Elisário, funcionário de uma empresa localizada num prédio de esquina da Rua Aldeir Lima com a Cônego Machado, retornou ao trabalho com o braço enfaixado. Pegou seis pontos no corte provocado pelo vidro de uma janela que despencou do terceiro andar, na hora da explosão. Também apresentava várias marcas de escoriações no corpo por estilhaços de vidro. ?O impacto me jogou no chão. Fui socorrido por um vizinho, que me levou para o hospital?, disse ele. No mesmo prédio, no segundo andar, a assistente financeira Gláucia Ricardo não cansava de repetir a história do vídeo que ?bombou? na internet, com imagens do momento da explosão. ?Ficamos trabalhando até mais tarde para fechar a folha de pagamento, foi quando ouvimos a primeira explosão. Parecia uma batida de carro. Fui para a janela, vi o fogo e comecei a filmar, até que veio a grande explosão. O impacto foi tão grande que nos jogou no chão?, conta ela.