Cidades
Mirantes vivem abandono
Cuidadosamente, Paulo Cedram, 43 anos, tira a máquina de fotografia digital de uma pequena bolsa carregada no ombro direito. Dando início ao ritual para que a foto saia perfeita, olha a luz do sol que deve ficar por trás dele, para não comprometer a qualidade da imagem, enquanto que o zoom da máquina vai mirando na amiga Alessandra Pereira, 41 anos, posicionada em frente à histórica Igreja São Gonçalo, situada no bairro Farol. É a primeira vez que o casal de amigos escolhe Maceió para passar as férias. Ele, professor de Sociologia e ela, ministra aula de Geografia, em uma escola situada no Estado de São Paulo. A avaliação da imagem é positiva, a lembrança do sol, do mar, e da igreja centenária foi perpetuada no click da foto. ?Aqui poderia ser mais conservado. Olha que paisagem linda vocês têm aqui. Aquele marzão azul lá no final?, regozija-se a professora de Geografia. Os amigos têm a meta de conhecer a capital contrária aos anúncios exibidos em revistas de turismo. ?A gente visitou a parte comercial, mas queremos histórias. Nas agências de viagens a gente não conseguiu informação, foi preciso sairmos pelas ruas perguntando sobre pontos turísticos e um morador nos informou sobre o mirante São Gonçalo?, explicou Paulo.