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Reformas “sem fim” prejudicam estudantes

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2012 deve ser um ano perdido para milhares de alunos. O aprendizado na rede estadual de ensino sucumbiu sob entulhos, obras sem licitação, roubos, carteiras e estantes destruídas. Enquanto o governo anuncia as maravilhas da matrícula on-line em 126 escolas, outras tantas nem sabem se o ano letivo de 2012 terá fim ou quando poderão abrir as portas para receber os alunos em 2013. O decreto de urgência para reformar 163 escolas serviu mesmo para acelerar a contratação de construtoras sem concorrência, com manobras suspeitas, questionadas até hoje pelo Ministério Público Estadual. Mas, na hora de construir, a urgência se transformou em lerdeza e serviço malfeito. Quando decretou a urgência, ainda em setembro de 2011, o governador Teotonio Vilela Filho prometia recuperar 40% delas, até o fim daquele ano. Parece anedota, mas é cruel. Um ano e quatro meses depois, quem entra em escolas como a Fernandes Lima, no Sítio São Jorge, Miriam Marroquim, no Jacintinho, ou Wandete Gomes de Castro, no Poço, custa a acreditar que alunos poderão sentar nas bancas tão cedo. Em alguns casos, a construção trouxe destruição, como aconteceu no Colégio Bom Conselho, em Bebedouro, e tantos outros onde carteiras novas ficaram largadas a céu aberto e se estragaram sob sol e chuva.

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