Cidades
Preju�zos n�o s�o ressarcidos
Desabrigada desde o dia 20 do mês passado, quando o depósito de munição da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil explodiu, a poucos metros de sua residência, a dona de casa Maria da Conceição de Souza, o marido e dois filhos agora moram ?de favor? num pequeno quarto, nos fundos da casa da vizinha solidária. O pequeno cômodo mal cabe a cama de casal e alguns poucos objetos. Móveis e o que sobrou inteiro da explosão estão do lado de fora, cobertos por uma lona preta, para proteger do sol e da chuva. ?Não sei o que será de nós. Até agora ninguém do governo veio nos procurar?, lamenta Maria da Conceição. Ela e o marido moravam e tomavam conta do terreno vizinho à Deic, de propriedade de um empresário local, usado como estacionamento. Lavavam os carros dos policiais para ganhar uns trocados. ?O pior é que nem temos como reformar o lugar onde a gente morava e nem sabemos se vamos ter direito a receber a indenização do governo?, diz Maria. Assim como ela, outros donos de imóveis comerciais e residenciais afetados pela explosão não sabem quando terão direito ao ressarcimento prometido pelo governo.