Cidades
Obras geram colapso na educa��o
A mãe se desespera, o pai fica nervoso, o filho sofre castigo. A perda do ano inteiro de estudos é um trauma para qualquer família que se preze. Quando o aluno, no popular, ?leva pau? na escola, surge uma série de questionamentos e constatações. Se a criança ou adolescente não assistiu a uma aula sequer em 2012, o que pensar então. Mas se esse estudante não tem culpa nenhuma disso, há algo de podre no reino da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE). Não é no reino da Dinamarca, nem numa peça de Shakespare, nem na ficção. Em Alagoas é assim, de fato. E não acontece apenas com dois ou três. Milhares de alunos perderam 2012 porque suas escolas fecharam as portas, várias não tiveram aula em nenhum dos 365 dias. Não se pode nem dizer que foram reprovados ou vão repetir, os coitados tiveram usurpado o direito de entrar numa sala, não conseguiram ver um professor ou abrir um caderno. Resta saber ainda quantos alunos perderam 2012. A assessoria de comunicação da SEE informa que os conselhos escolares podem sugerir o fim do ano que nem começou, mas a decisão final deve passar pelo Conselho Estadual de Educação que, por sinal, é presidido pelo próprio secretário de Educação, Adriano Soares. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) faz um levantamento para descobrir o tamanho do rombo, mas precisa garimpar as informações escola por escola.