Cidades
Alunos ficam expostos � viol�ncia urbana
No decorrer de 2012, as salas de aula da Escola Miriam Marroquim, nas Piabas, só foram ocupadas por operários. E eles deixaram uma ?bagunça dos infernos?, reclama a encarregada da limpeza A obra começou em fevereiro de 2012, parou várias vezes e teve duas mudanças de construtoras por descumprimento do contrato. Resultado: até esta semana, ainda não se sabe quando o serviço será concluído. Na escola, todo mundo reclama, mas ninguém quer se identificar por medo de sofrer perseguição dentro da Secretaria de Estado da Educação (SEE). Mesmo assim, a Gazeta apurou que tudo começou errado com a empresa contratada (sem licitação) que terceirizou a obra para outra construtora. ?Esta firma terceirizada pela Control Engenharia não pagava os funcionários e a obra não andava. Durante uns quatro meses, tinha apenas quatro ou cinco pessoas trabalhando, e eles passavam o dia inteiro lavando telhas e fazendo a revisão do madeiramento?, informa uma fonte. Após muita reclamação e denúncias formais da direção da escola para a secretaria, a Control trouxe outra firma terceirizada. ?Veio uma equipe maior, com uns quinze funcionários, mas depois o número reduziu novamente por conta da falta de pagamento?. E assim se passou o ano inteiro com os alunos ociosos, expostos à violência urbana e ao mundo das drogas.