Cidades
Regi�o do mercado vive caos
Higiene e conforto tornaram-se hoje pontos fundamentais na hora de ir às compras, superando até mesmo fatores como preços baixos e variedade, que um dia chegaram a prevalecer. É preferível pagar um pouco mais caro nos hipermercados a ser surpreendido por lixo, mau cheiro ou por animais vivos, que dividem espaço com a carne já abatida, como acontece no Mercado da Produção e em toda a região do Parque Rio Branco, no bairro da Levada, em Maceió. O local, que de tão tradicional tinha tudo para ser não só um atrativo para os alagoanos, que querem adquirir produtos frescos e de qualidade a preços mais baixos, mas também para turistas, está abandonado, sujo e esquecido pelo poder público. Do outro lado, comerciantes que há décadas têm o mercado como a segunda casa persistem na atividade, acreditando que, um dia, o local se tornará ideal para que todos possam fazer compras ou, simplesmente, passear. Em outros Estados do País, os mercados são locais de passagem obrigatória dos turistas. É lá que os visitantes podem ter contato com alimentos frescos, com iguarias típicas da região e até mesmo com vendedores da terra, com seus sotaques, crenças e artimanhas na arte do comércio. Maceió segue contrário a essa onda. O Mercado da Produção está, definitivamente, fora da lista dos locais a serem visitados pelos turistas que aqui chegam. E não é preciso entrar no mercado para entender o porquê disso acontecer, já que o mau cheiro que vem do lixo e da lama acumulada na região pode ser sentido de longe.