loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Os relatos de quem viveu de perto uma trag�dia anunciada

Ouvir
Compartilhar

Sob os escombros, na escuridão, os ossos do corpo partidos, a dor lancinante a minar-lhe o pouco que restava de forças, o homem preparou-se para a morte e entregou-se às mãos de Deus. ?Senhor, me aguarda que estou chegando?, orou. Lembrou dos filhos. Lamentou não se despedir deles e da esposa. Havia gritado por socorro durante cinco minutos. Nada. Desistiu. Naquele momento, Genival Maurício da Silva teve a certeza de que morreria aos 46 anos, após mais de 20 anos de trabalho dedicados à Polícia Civil de Alagoas. A poucos metros dele, Genival ouvia o companheiro de trabalho, o policial Carlos Cesar clamar desesperado por ajuda. Cesar tinha metade do corpo soterrada por pedaços de laje e parede. Lembrou-se de Amélia, mas não conseguia ouvir qualquer som emitido pela amiga por quem nutria grande apreço. Desesperou-se ao imaginar o que poderia ter acontecido com Amanda, outra policial, amiga de trabalho. O dia havia sido tranquilo para os quatro amigos. Genival Maurício da Silva, Maria Amélia Dantas, 43, Amanda Danielle Matias, 32, e Carlos Cesar dos Santos, de 42 anos, dividiam os trabalhos no núcleo de inteligência da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil. Aquele dia 20 de dezembro foi uma das raras vezes em que não comeram a ?quentinha? fornecida pelo governo do Estado. Na hora do almoço, decidiram caminhar até um restaurante localizado próximo à sede da Deic, que está situada na ?cabeça? da Ladeira dos Martírios, no Farol, na capital alagoana.

Relacionadas