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Nº 5716
Cidades

Servidor do TC promove passeata e mant�m greve

Os servidores do Tribunal de Contas (TC) de Alagoas, que deflagraram greve por tempo indeterminado, na última terça-feira, para cobrar o pagamento de salários atrasados de 1996, promoveram passeata pelas principais ruas do centro de Maceió e protestaram,

Por | Edição do dia 31/10/2002 - Matéria atualizada em 31/10/2002 às 00h00

Os servidores do Tribunal de Contas (TC) de Alagoas, que deflagraram greve por tempo indeterminado, na última terça-feira, para cobrar o pagamento de salários atrasados de 1996, promoveram passeata pelas principais ruas do centro de Maceió e protestaram, ontem pela manhã, à porta da Secretaria da Fazenda (Sefaz). Eles exigiram do secretário Sérgio Dórea a liberação da certidão que comprova, ou não, o repasse do duodécimo de 1995, cujos valores deveriam ter sido utilizados para o pagamento dos salários. Os grevistas chegaram à sede da Sefaz por volta das 9h30 e promoveram um grande apitaço. Os servidores cobraram do secretário Sérgio Dórea uma resposta de ofício encaminhado pela direção do sindicato, há pelo menos dois meses, cobrando informações que pudessem comprovar o repasse do duodécimo de 1995 para o pagamento dos salários do Tribunal de Contas. A comissão de grevistas acabou sendo recebida, horas depois, pelo subsecretário Evandro Lôbo, que pediu um prazo de 15 dias para liberação do documento. “O secretário não nos recebeu e designou seu auxiliar, que pediu prazo de duas semanas para atender ao nosso ofício e fornecer a documentação que comprova, ou não, o repasse do duodécimo de 1995 e que deveria ter sido suficiente para o pagamento de nossos vencimentos”, explicou Marcelo Lima, integrante da direção do Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas (TC) do Estado de Alagoas. Ele explicou, ainda, que diante do “impasse” provocado pela Sefaz ao não fornecer a certidão, os funcionários devem manter a paralisação por tempo indeterminado. “A gente só retorna ao trabalho depois do recebimento de nossos salários. Vamos manter a greve por tempo indeterminado”, garantiu Marcelo Lima. O presidente do sindicato, Luiz Fernando da Rocha Cavalcante, informou que a categoria tem a receber 4,7 salários atrasados, mais 34 meses de qüinqüênios referentes ao ano de 1996. “Estamos há oito anos sem reajuste salarial. Nossa situação é de penúria. Enquanto um conselheiro recebe R$ 10.800 como salário-base, um técnico de controle externo não ganha mais do que R$ 1.100”, protesta Luiz Fernando.

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