Cidades
Sem salva-vidas, mulher morre afogada
O mirante do Corpo de Bombeiros estava vazio enquanto Maria das Graças Santana Mota, 50 anos, morria afogada, a menos de 30 metros de distância, em Guaxuma, por volta das 11h de domingo. Sem nenhum salva-vidas na praia, o sobrinho dela, Davi Mota, 5, e o filho, Vitor Mota, 17, só não morreram também por causa da ação rápida e corajosa do garçom Erivaldo dos Santos e do artista plástico Ewerton Azevedo. A maré estava vazando, na praia aparentemente calma e traiçoeira, que forma bacias e buracos de areia no trecho onde o pequeno Davi e o jovem Vitor foram sugados. ?O meu sobrinho disse que veio uma onda enorme e os tragou para dentro do mar?, informa o professor Nivaldo Mota, irmão de Maria das Graças. Vitor fez de tudo para salvar o garoto, mas é impossível se locomover no redemoinho formado pela bacia. Maria estava na areia, viu toda a agitação, os meninos pedindo socorro, correu em direção ao mar e se jogou, desesperadamente. Enquanto o garçom e o artista plástico levavam os garotos para a areia, Maria começou a boiar, após engolir muita água, já entregue à exaustão. Eles foram salvos, ela não. Um ambulante e outros homens conseguiram puxá-la para o seco, mas não havia ninguém habilitado para fazer os primeiros socorros. ?Ela ainda saiu tossindo água?, conta o gerente de bar José Ronaldo Lins.