Cidades
Proibi��o de retirada de areia da lagoa deixa fam�lias desesperadas
Cerca de 30 famílias que sobrevivem da venda de areia retirada da Lagoa Mundaú, nas imediações da Rua dos Prudentes, no Distrito de Rio Novo, estão sem trabalhar há cerca de duas semanas. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) determinou o bloqueio da passagem por onde a caçamba transportava a areia da margem da lagoa até o comprador, inviabilizando o negócio. Muitos trabalhadores estão desesperados, sem o dinheiro do pão para alimentar os filhos. Segundo Gilvan José dos Santos, cinco filhos, a atividade vem sendo executada há mais de cinco anos. Diariamente, eles vendem de duas a quatro caçambas de areia, recebendo R$ 25 por cada uma, renda que é dividida entre os que participam do trabalho. Recentemente, a CBTU determinou que a passagem teria de ser padronizada. Os moradores, junto com o comprador da areia, chegaram a comprar brita, concreto e cimento, solicitados pela CBTU, mas a planta apresentada pela companhia exige uma estrutura muito mais cara, com a qual eles não podem arcar. Com isso a areia não pode ser removida e ninguém recebe pelo trabalho. O superintendente da CBTU em Alagoas, Adeilson Bezerra, explicou que as passagem de nível tem de obedecer a um padrão e a determinação é fechar todas as passagens clandestinas, como a de Rio Novo. ?Já houve acidentes no local, porque o maquinista não espera encontrar uma caçamba atravessando os trilhos?, destaca. Entretanto, Adeilson admite avaliar a situação de Rio Novo, em função do problema social que envolve.