Cidades
Sa�de municipal est� em estado de calamidade, diz secret�rio
Três semanas de mandato e uma auditoria foram suficientes para mudar o discurso cauteloso contra a gestão anterior. O secretário municipal de Saúde, João Marcelo Lyra, anunciou ontem que o setor tem uma ?dívida impagável? de R$ 26 milhões em débitos atrasados com fornecedores e prestadores de serviço. Em entrevista à Rádio Gazeta, Lyra também revelou que o diagnóstico realizado em 70 unidades de saúde de Maceió, concluído esta semana, revelou um quadro de ?caos, calamidade pública e urgência?. Para não deixar os pacientes à míngua, a secretaria anunciou a compra emergencial de 88 itens básicos, como soro fisiológico, antibióticos e outros medicamentos rotineiros. Segundo João Marcelo, isto só não faltou porque o município recebeu alguns desses itens emprestados do estoque da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Sem poupar críticas, o gestor municipal anunciou a necessidade de adotar uma série de reformas e ações emergenciais, negociadas diretamente com o Ministério da Saúde. Entre tantos problemas apontados na auditoria, um dos mais gritantes é a marcação de consultas, realizada pelo Complexo Regulador de Assistência (Cora), que é tratado pelo secretário como ?o famigerado Cora?. Segundo Lyra, o município não tinha o menor controle sobre a marcação de consultas, que ficava nas mãos de prestadores de serviço.