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Cidades

O SUPL�CIO PARA ANDAR DE �NIBUS EM MACEI�

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Por | Edição do dia 27/01/2013 - Matéria atualizada em 27/01/2013 às 00h00

A catraca roda como um instrumento de tortura. A visão do ônibus lotado é um suplício diário para centenas de milhares de pessoas que dependem do transporte coletivo em Maceió. O som da roleta fica tinindo no juízo do passageiro, espremido entre pisões no pé, solavancos, empurrões, espirros, suores e fedores alheios. De repente, um grito interrompe murmúrios e lamentações: “Motorista, tá carregando boi não, fio da gota!”. Em meio a um freio de arrumação na gestão municipal, o usuário não aguenta mais e denuncia o órgão responsável pelo controle e fiscalização das empresas que dependem de permissão pública para transportar pessoas. Líderes comunitários confirmam que a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) tem um “esquema” que provoca a lotação dos ônibus, de propósito, para aumentar os lucros das empresas e do Município com os passageiros que viajam em pé. No bairro Cidade Universitária, o problema é flagrante. Os dirigentes de três associações de moradores, Luciano Marinho (Loteamento Acauã), Valfrido Nascimento (Graciliano Ramos) e Addison Dantas (Village Campestre) apontam indícios graves. Segundo eles, a própria SMTT impõe uma tabela de horários de saída dos terminais, de modo que os ônibus sempre circulem lotados de pessoas em pé. Passageiros reclamam que passam mais de uma hora ou até duas horas para conseguir o transporte. Finais de semana e feriados então, é pior. Segundo os representantes do povo, as empresas até compram ônibus novos e aumentam as frotas, mas não adianta. Nos horários de pico, há mais veículos porque todos circulam cheios mesmo, mas basta cair o fluxo de passageiros que os carros somem das ruas. Na última quarta, a Gazeta constatou que havia oito ônibus estacionados no arremedo de terminal do Village Campestre 2, enquanto dezenas de passageiros esperavam num terreno baldio de terra, sem abrigo, sob o sol a pino das 10 horas.

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