Cidades
PASSAGEIROS VIRAM REF�NS DAS EMPRESAS
Cerca de 150 mil pessoas sofrem com os problemas identificados nos terminais do Graciliano Ramos e do Village Campestre 2, que também atendem a população do Village 1, Acauã, conjunto Cidade Universitária, Ernesto Maranhão e Residencial Tabuleiro do Martins, sem contar os moradores de outras áreas das redondezas. Entre as vítimas do descaso, estão os estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que preferem se arriscar em longas caminhadas, às vezes à noite, a esperar mais de uma hora e meia e perder as aulas. Quem trabalha à noite ou estuda em faculdades e cursos noturnos também fica refém do péssimo transporte. ?O problema é o último ônibus, que passa no Farol e no Centro por volta das 22h30, 22h30 e obriga muita gente a perder a última aula para sair mais cedo e não ficar sem transporte?, adverte o representante dos moradores do Acauã, Luciano Marinho. As aulas da estudante de Educação Física da Ufal, Susana Cordeiro, começam às 19h, mas ela sai de casa às 16h para fazer o percurso a pé, antes de escurecer, já que o número de assaltos, estupros e assassinatos ao longo do caminho é grande. Se um ônibus saísse de onde ela mora direto para a Universidade, levaria menos de 15 minutos para chegar.