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Cidades

Sem-terra se recusam a deixar fazenda invadida

Porto Calvo – O prazo para que 36 famílias integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) deixem uma fazenda situada na zona rural de Porto Calvo, a 101 km de Maceió, termina nesta quinta-feira (31). Mas, os ocupantes estão dispostos a resistir à ordem d

Por | Edição do dia 29/01/2013 - Matéria atualizada em 29/01/2013 às 00h00

Porto Calvo – O prazo para que 36 famílias integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) deixem uma fazenda situada na zona rural de Porto Calvo, a 101 km de Maceió, termina nesta quinta-feira (31). Mas, os ocupantes estão dispostos a resistir à ordem de despejo emitida pela Vara Agrária. Com 40 hectares de lavouras plantados, os sem-terra alegam que houve um equívoco da Justiça, ao considerar que a área invadida faz parte da Fazenda Junco, arrendada a uma usina de cana-de-açúcar. “Só porque a Fazenda Martin Afonso, onde estamos, faz rumo com a Junco, a usina quer ter a posse e o uso, mas isso aqui pertence a herdeiros”, afirmou o sem-terra Amaro Sebastião da Silva, conhecido como “irmão Bal”. A área ocupada pelas famílias sem-terra é uma ilha de alimentos (banana, feijão, milho, macaxeira, abacaxi, melancia) cercada de cana-de-açúcar por todos os lados. SOBREVIVÊNCIA No acampamento vivem 36 famílias da CPT que cultivam 40 hectares de terra. Muitos estão à espera da “terra prometida” há mais de dez anos. “O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) não se pronuncia sobre a nossa situação, nem aqui vem”, lamenta a irmã Cícera Menezes, ligada à Pastoral da Terra.

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