Cidades
Negocia��o salarial gera racha entre os m�dicos
Uma cisão na categoria médica está evitando que a população de Maceió fique sem a assistência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, os profissionais do Samu aceitaram a proposta do governo de contratação por meio de uma cooperativa, mecanismo que a entidade sindical considera lesivo à categoria, suspendendo a mobilização que haviam iniciado reivindicando reajuste salarial. ?O sindicato não está mais negociando com o governo a situação do pessoal do Samu. São 24 médicos que aceitaram o contrato via cooperativa, e nós não concordamos?, revelou Galvão. Ele disse que a população está em risco, pois boa parte desses profissionais é formada por recém-formados e não tem qualificação para atuar em atendimento de urgência. Até a última quarta-feira, os médicos do Samu ameaçavam pedir demissão coletiva, confirma o dirigente do Sinmed/AL. Mas, acrescenta Wellington Galvão, de forma inaceitável, o grupo mudou de posição, aceitando a contratação como cooperados. A aceitação deu fôlego ao governo, que considera resolvida a situação, com a garantia de atendimento à população.