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Nº 5710
Cidades

Maceioense antecipa visita aos t�mulos para fugir de tumulto

A homenagem aos mortos começou mais cedo, em Maceió. Ontem à tarde já se registravam algumas visitas nos cemitérios e os comerciantes de flores e produtos de ocasião, instalados nas proximidades dos campos santos, já efetuavam as primeiras vendas. Ape

Por | Edição do dia 02/11/2002 - Matéria atualizada em 02/11/2002 às 00h00

A homenagem aos mortos começou mais cedo, em Maceió. Ontem à tarde já se registravam algumas visitas nos cemitérios e os comerciantes de flores e produtos de ocasião, instalados nas proximidades dos campos santos, já efetuavam as primeiras vendas. Apesar da determinação da administração dos cemitérios públicos, de encerrar as ações de limpeza na quinta-feira, muita gente deu duro durante o dia de ontem, na faxina geral dos mausoléus. A movimentação parece não incomodar. É incorporada à rotina. “Mesmo com gente trabalhando é muito melhor vir na véspera, porque no Dia de Finados é muita gente. Fica difícil até caminhar”, diz Daniel Loureiro, que visitava o túmulo da mãe. Outros faziam apenas uma prévia, tirando a poeira, encerando, colocando flores artificiais, mas prometendo voltar hoje para a visita oficial. O movimento começou tímido, mas já no fim da tarde mostrava sinais de intensificação. “Melhora mais à noite do dia primeiro e na tarde do Dia de Finados”, diz a florista Helena Bilu, com a experiência de quem trabalha há 12 anos no comércio de flores para Finados, instalada na Praça da Faculdade. Os comerciantes, instalados em áreas demarcadas, não têm do que reclamar. Pelo contrário, acham que a Prefeitura deveria fazer um cadastramento, padronizar o comércio de flores nesse período do ano e distribuir crachás a partir do próximo ano. “Está bem organizado, mas ficaria melhor”, diz Helena Bilu. Superlotação em cemitérios coloca em risco lençol freático O ato milenar do sepultamento sempre foi marcado por uma relação pecuniária, onde o usuário paga pelo serviço, na opinião do diretor comercial do Cemitério Parque das Flores, Sérgio Craveiro. A própria Constituição Federal, segundo ele, não define o ônus depois da morte, mas o Estado sempre assumiu o serviço muito mais pelo risco de disseminação de doenças e pelos transtornos de corpos em decomposição expostos. Isso não evitou, porém, problemas gerados pela superlotação nos cemitérios e as agressões ao meio ambiente, com riscos de contaminação ao lençol freático, sobretudo na parte baixa da cidade, onde está situado o mais antigo cemitério de Maceió (Jaraguá), além do São José (Prado) e Piedade, no Trapiche da Barra. “Nessa região, conforme informações publicadas na própria imprensa, o impacto ambiental provocado pela decomposição orgânica dos corpos oferece riscos de contaminação do lençol freático, uma vez que este está a mais ou menos cinco metros de profundidade”, afirmou Sérgio Craveiro. As edificações tumulares acima do solo são as mais indicadas do ponto de vista ecológico, mas os cemitérios Piedade e Jaraguá têm as duas situações: corpos enterrados diretamente no solo e em túmulos verticais. O de São José é ocupado de forma horizontal.

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