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Cidades

Pol�cia reprime protesto em Murici

Revoltadas com as péssimas condições a que estão submetidos, moradores da favela Portelinha, em Murici, utilizaram paus e pneus em chamas para bloquear, ontem pela manhã, o trecho da rodovia BR-104, em frente à via de acesso ao conjunto Olavo Calheiros. E

Por | Edição do dia 20/02/2013 - Matéria atualizada em 20/02/2013 às 00h00

Revoltadas com as péssimas condições a que estão submetidos, moradores da favela Portelinha, em Murici, utilizaram paus e pneus em chamas para bloquear, ontem pela manhã, o trecho da rodovia BR-104, em frente à via de acesso ao conjunto Olavo Calheiros. Eles reclamam da suspensão do fornecimento de energia elétrica, cortado desde o último sábado, 6, e da falta de iniciativa da prefeitura da cidade para dar início às obras de construção das moradias prometidas às mais de 370 famílias que formam o aglomerado. A comunidade vive em condições subumanas. Há um lixão em frente ao acampamento, a fedentina dos excrementos jogados a céu aberto é insuportável e, para agravar o quadro de miserabilidade, têm que enfrentar o calor intenso das barracas de lona que herdaram dos desabrigados pela enchente de 2010. O quadro tornou-se pior com o corte da energia elétrica que, além da iluminação, garantia o funcionamento dos poucos e desgastados eletrodomésticos que alguns possuem. “A gente não pode ficar sem energia. Vamos ter que ligar, já que nem prefeitura nem Eletrobras quer escutar nosso pedido”, afirma o presidente da Associação de Moradores da Portelinha, Francisco de Assis, conhecido como “Nó Cego”. Ele ressalta que foi contrário ao bloqueio da rodovia, por entender que a medida só desgasta a luta da comunidade, mas diz que as famílias não podem continuar enfrentando tantos problemas sem receber a atenção do poder público.

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