Cidades
Exig�ncias dificultam processo
Na quinta-feira (21), a avó paterna esteve no HU, junto com conselheiros tutelares de Limoeiro. ?Ela não foi ver a menina. Veio somente pegar a Declaração de Nascido Vivo, uma exigência da lei para o registro de nascimento?, disse a assistente social Micheline Costa, da Unidade Neonatal do Hospital Universitário. Ela revela que Vitória nunca recebeu a visita de parentes, sejam maternos ou paternos, e que o laudo social encaminhado ao Ministério Público (MP) foi feito com base no relato de um irmão de Gilvanete Rosendo. O parecer técnico mostra que a família do pai apresenta-se inadequada, pois nelas há registros frequentes de alcoolismo e violência doméstica. Já o lado materno apresenta absoluto desfavorecimento socioeconômico, argumento desses familiares para não aceitar receber a menina. A própria promotora Cecília Carnaúba já se manifestou sobre o caso, dizendo que ?não é conveniente manter a guarda na família?. Não só pela pobreza, ressalta a representante do MP, mas principalmente pela desagregação familiar, pelas instalações inadequadas e pelos registros de violência.