Cidades
Popula��o sofre sem atendimento na sa�de
Com muita febre, dores no corpo e na cabeça, a estudante Izabel Cristina Ferreira Leite, de 20 anos, residente no Sítio São Jorge, saiu ainda mais desolada do Posto de Saúde João Fireman, no Jacintinho, onde foi buscar atendimento médico. Ao seu lado, a mãe da estudante, Antonia Ferreira da Silva, de 47 anos, tentava disfarçar a revolta de vê-la doente e sem assistência. Indagada sobre o que fazer diante das dores da filha, ela disse que a solução que encontrou foi ir à farmácia, onde comprou xarope, vitamina e um antibiótico. ?A gente chega aqui e eles dizem que não tem médico. Vou fazer o quê??, revolta-se Antônia, sem atentar para os riscos da automedicação. A greve dos médicos da rede estadual de saúde, que já ultrapassa os 70 dias, tem sido sentida cada vez com maior intensidade pela população, a grande prejudicada pelo impasse na relação entre os profissionais e o Estado. Na última semana, o governador Teotonio Vilela Filho acabou vaiado pela categoria, durante a abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, após o recesso dos deputados. Na ocasião, Vilela prometeu uma reunião entre a categoria e representantes do governo. O encontro até aconteceu, mas não houve entendimento entre os dirigentes do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL) e os secretários de Saúde e Gestão Pública.