Cidades
Todo o trabalho foi por �gua abaixo
Além das aulas em braile e de mobilidade, o professor Delberto Santana também dá aula de teatro. ?Temos um grupo de teatro, chamado ?Nó cego?, entretanto todo o trabalho foi por água abaixo com essa paralisação. Teremos que recomeçar tudo? lamenta. Bianca Santos, 33 anos, é aluna da Cyro Accioly. Ela nasceu com baixa visão, resultante de um problema de catarata congênita junto com glaucoma. Após 3 cirurgias a jovem conseguiu recuperar parcialmente a visão da claridade. Porém, há três anos sofreu um acidente e perdeu totalmente a visão. Após esse acidente foi indicada pelo médico a aprender o Braille. Bianca estuda desde 2000 na Cyro Aciolly; teve aulas de alfabetização na escola regular, e era acompanhada em aulas de reforço na escola de cegos; chegando a se formar em 2009. Já fez cursos de mobilidades, de reeducação visual, e ainda está na unidade para aulas de reforço nas matérias que tem dificuldade, e para as aulas de Braille. A aluna conta que, desde o fechou da escola, ela e seus colegas têm passado por dificuldades. ?Está uma tristeza, sei de amigos meus que ainda estão no ensino regular e têm recebido o reforço nas escolas, mas eles reclamam porque o reforço não é toda semana. Alguns só têm as aulas uma vez por mês. Fora que esse acompanhamento não se compara às aulas que temos lá na escola. Na Cyro Accioly o ambiente é adaptado para nós, e temos aulas toda semana. Isso está nos prejudicando muito?. LF