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Cidades

Hospital Geral do Estado, o corredor da morte

A pena de morte no Brasil foi abolida com a proclamação da República, em 1889, mas Alagoas tem um corredor da morte. Ou “os corredores da morte”, como são taxadas as dependências do Hospital Geral do Estado (HGE) por pacientes, médicos e outros profission

Por | Edição do dia 17/03/2013 - Matéria atualizada em 17/03/2013 às 00h00

A pena de morte no Brasil foi abolida com a proclamação da República, em 1889, mas Alagoas tem um corredor da morte. Ou “os corredores da morte”, como são taxadas as dependências do Hospital Geral do Estado (HGE) por pacientes, médicos e outros profissionais que trabalham lá. A denúncia é feita desde 2007, enquanto a direção da unidade e o governo do Estado tentam desmentir. O Sindicato dos Médicos (Sinmed) acusa os órgãos fiscalizadores de omissão e chega a apontar o Ministério Público como cúmplice do Poder Executivo nessas mortes. O acesso da imprensa ao hospital sempre foi proibido, mas os sindicatos, funcionários do HGE, acompanhantes e os próprios pacientes, vez por outra, conseguem levar à mídia as imagens do terror vivido lá dentro. Inúmeras fotos e filmagens já chocaram o Estado e todo o País. Nada mudou, até piorou. Apesar do farto material divulgado, faltava entrar lá para ouvir o que os cidadãos submetidos ao caos têm a dizer: o medo, a impotência, a frustração, o lamento, a ira, o desespero, a revolta, os gemidos de dor. Foi isso o que fez a Gazeta. Durante duas semanas, a reportagem investigou o assunto. O ponto mais crítico do trabalho foi conseguir entrar no “olho do furacão”, no caso, o combalido e estafado hospital que é a única referência para o atendimento de urgência e emergência em Maceió. Durante dois dias, dois repórteres vestiram jalecos e ingressaram pela porta principal da área vermelha.

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