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M�dicos acusam MP de omiss�o diante do caos

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Antes mesmo de conseguir internação, o sofrimento é grande no setor de triagem e em áreas improvisadas para quem ainda espera atendimento. ?Ontem aqui tinha muita gente sofrendo do coração, aí entrava um sofrendo do coração e um para mostrar o exame. Aí daqui a pouco passava muita gente mal, muita gente mesmo, outros caíam até no chão porque não tinha maca para deitar, e nem cadeira de roda para sentar. Muita gente sentada, deitada até nessas cadeiras de espera, porque não tinha mais macas?. Ao passar por momentos assim, as vítimas do HGE chamam o local não só de ?corredor da morte?, mas também de ?inferno?, ?matadouro?, ?açougue? e outras coisas. Um relatório do Sinmed também já registrou que pacientes afirmam que ?ir para o HGE é o mesmo que bater o último prego no caixão?. O Sindicato dos Médicos (Sinmed) acusa o Ministério Público (MP) por omissão diante do caos na saúde pública e aponta o órgão como cúmplice do governo do Estado na morte de pacientes. A greve dos médicos, iniciada no dia 11 de dezembro, seguia sem muita repercussão até que o governo e setores da Justiça começaram a sugerir que a categoria deveria ser responsabilizada pela morte da dona de casa Edlene da Conceição Silva, de 37 anos, após procurar atendimento em três unidades de saúde de Maceió, no dia 2 de março. A polêmica inflamou a mobilização e não se falava em outra coisa em Alagoas. Todo tipo de opinião foi dada, ao ponto do vereador Silvânio Barbosa (PSB) usar a tribuna da Câmara para atacar os médicos. ?O governador não tem culpa por essa morte, ele não estava atendendo ninguém, quem devia estar lá eram os médicos, mas não tinha ninguém. Por causa da greve a Edlene morreu sem atendimento?, bradava o líder comunitário do Benedito Bentes no plenário da Câmara.

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